Catarata dos Couros, a melhor surpresa da Chapada dos Veadeiros

Eu já esperava paisagens maravilhosas, mas a Catarata dos Couros na Chapada dos Veadeiros foi a nossa grande surpresa. A gente não tava esperando muita coisa desse passeio, além de uma cachoeira bonitinha e uma água geladinha para refrescar depois das trilhas, mas as quedas da Cachoeira de São Vicente estavam lá, belas e formosas pra nos dar um tapa na cara e dizer: vocês estavam enganados. Aqui tem muito mais que uma água geladinha.

Conheça mais da Chapada dos Veadeiros:
– Roteiro Chapada dos Veadeiros – 7 dias de cachoeiras
– Vale da Lua: chapada dos veadeiros de outro mundo
– Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: trilhas para se conectar com a natureza

Como chegar a Catarata dos Couros – Chapada dos Veadeiros

A estrada para chegar até a Catarata dos Couros não é das melhores. O lugar indicado como ponto de partida é a cidade de Alto Paraíso de Goiás. De lá, você terá que andar aproximadamente 20 quilômetros em estrada de asfalto.

O resto do trajeto até a Catarata dos Couros é de terra, são mais 35 quilômetros de poeira e aventura. Nós levamos uma hora e vinte minutos para percorrer todo o trajeto. Aconselho que saia cedo para poder aproveitar o lugar com mais tranquilidade e sem tanta gente.

O caminho de terra até a Catarata dos Couros não é muito bem conservado. Ele não é bem sinalizado e também tem alguns pontos da estrada que tem bastante buracos. Um dos motivos de não haver sinalização é para que os turistas contratem guias para realizar o passeio.

O guia não é obrigatório, mas se você está com receio de não encontrar o caminho certo ou quer explorar melhor a Catarata dos Couros a gente indica o Ivan, do Conexão Chapada. Nós o encontramos lá na cachoeira mesmo e ele foi super gente boa respondendo algumas das nossas dúvidas.

Se você é daqueles que prefere fazer tudo sozinho a gente te ensina o caminho. Saindo da GO 118 sentido Catarata dos Couros (preste atenção na placa e vire a direita) você vai andar na mesma estrada por aproximadamente 22,8 quilômetros, até encontrar uma placa que indica Balsa do R. Tocantinzinho e o Povoado do Garinpinho (eu sei que antes de P e B vem M, mas a placa tá com N mesmo).

Nessa mesma placa escreveram a mão Catarata dos Couros e você vai virar a direita. Nas próximas bifurcações que você encontrar pelo caminho você deve escolher o caminho da esquerda, sempre.

Quase chegando lá você verá a placa dos restaurantes da Dona Eleusa e Rancho D. Luzia. É uma opção caso queira almoçar por ali mesmo. A gente não provou a comida pois quando fazemos trilha levamos nosso “almoço/lanche/bolacha” na mochila mesmo.

Quanto custa a entrada da Catarata dos Couros

Você não paga nada para entrar na Catarata dos Couros, mas terá que pagar para os cuidadores de carro que ficam na região. A contribuição é espontânea mas a gente sempre acha melhor não criar caso com os cuidadores, afinal esse é o trabalho deles. Ouvi histórias de roubos nos carros estacionados aqui, então mais uma vez a nossa dica de chegar cedo tá valendo.

Chegando cedo você consegue colocar o seu carro mais próximo das barracas de apoio que ficam na entrada e consequentemente mais a vista dos cuidadores. E por falar nas barracas elas são uma benção no final da trilha, já que tem aquela água ou coca geladinha para repor um pouco das suas energias.

As cachoeiras da Catarata dos Couros

Saindo do estacionamento até a primeira cachoeira você não vai andar muito, mas a trilha é cheia de pedrinhas soltas o que pode provocar um escorregão. Esteja bem atento pois essa primeira parte da trilha é só descida. Você vai chegar todo empolgado, mas no meio da descida vai lembrar: Caraca, depois eu vou ter que subir tudo isso!!! É, vai sim. Mas vamos deixar essa parte pro final que na chegada é só alegria.

Catarata dos Couros Chapada dos Veadeiros
Na chegada é só alegria, na volta é só subida.

Cachoeira da Muralha

A primeira cachoeira que você verá, já no meio da trilha, é a Cachoeira da Muralha. Para chegar até os poços de banho ou você se joga de uma vez na água e vai nadando ou atravessa um pequeno riacho que surge depois da Cachoeira e monta “acampamento” na parte central da cachoeira.

Nós visitamos a Catarata dos Couros no mês de outubro, no final do período da seca que vai de maio a outubro. Nesse período é bem mais seguro visitar as cachoeiras já que a chance de você ser surpreendido por uma cabeça d’água é bem menor. O volume de águas diminui absurdamente nesse período, formando piscinas de águas calmas para você aproveitar.

Você também pode gostar de ler:
– Deserto da Namíbia – dunas gigantes e o cemitério de árvores
– Parque estadual de Vila Velha – rochas esculpidas pelo tempo
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Eu achei o cenário surreal de lindo! Os paredões de pedra expostos realçam a beleza do lugar e quem gosta de se arriscar para tirar aquelas fotos bafônicas pro instagram pode até fazer malabarismos e subir nas pedras. Eu sou do time cagona e não gosto muito dessas coisas arriscadas, então me contento com fotos mais caretas, dentro da água mesmo.

No período das chuvas o negócio fica bem diferente. A vazão de água é tão grande que chega a cobrir boa parte do paredão de pedras. Nessa época eu aconselho a visitar com um guia da Chapada dos Veadeiros para não arriscar sua pele se metendo onde não devia.   

Catarata dos Couros Chapada dos Veadeiros

Depois de dar uns mergulhos na água congelante a gente seguiu para a segunda Cachoeira. Pra quem estiver sem guia, logo depois de terminar a descida é só virar a esquerda e seguir a trilha que tem por ali. Você vai margeando o rio até chegar na Cachoeira de São Vicente.

Cachoeira de São Vicente

Quando chegamos a Catarata do Couros os cuidadores de carro foram nossos guias e nos deram algumas informações sobre o lugar. Eles disseram que haviam três cachoeiras e que na primeira e na segunda a gente podia tomar banho, mas que não era pra gente se arriscar na terceira.

Depois de caminhar por um tempo na margem do rio dos Couros e ver algumas pequenas quedas d’água nós chegamos até a Cachoeira São Vicente, que também é conhecida como Almécegas 1000. Na hora que vimos a grandiosidade daquele lugar ficamos pensando se aquela era a terceira cachoeira e se tínhamos deixado passar despercebida alguma outra pelo caminho.

Catarata dos Couros Chapada dos Veadeiros

A Cachoeira São Vicente é majestosa. Assim que você chega em seu ponto mais alto já fica encantado, e esse encantamento vai aumentando à medida que você vai descendo e consegue ter uma visão mais ampla dela. Para nós foi a Cachoeira mais bonita da Catarata dos Couros, quiçá da Chapada dos Veadeiros toda. O tamanho da Cachoeira faz com todo mundo fique boquiaberto.

Caso você queira tomar um banho por ali terá que descer por um caminho muito íngreme, mas não muito difícil. Nós resolvemos seguir em frente para ver a terceira cachoeira e depois acabamos não descendo até a base da São Vicente, o que me deixa uma pouco arrependida.

Ao final das quedas da Cachoeira de São Vicente fica a Cachoeira do Parafuso, que eu não conto como a terceira já que é no mesmo local. Ela ganhou esse nome pois a quantidade de água que cai ali forma um redemoinho, deixando o lugar bem perigoso para  banho. Se estiver sozinho não aconselho que se jogue na água nesse lugar. O acompanhamento de um guia aqui faz toda a diferença.

Cachoeira do Bujão e o Cânion dos Couros

A última Cachoeira chama-se Cachoeira do Bujão, e não pudemos vê-la pois fica no cânion dos Couros. Seguindo pela margem esquerda do Rio dos Couros você chegará bem próximo ao cânion e poderá ouvir a Cachoeira do Bujão. Você pode ficar tentado a seguir pela trilha que fica a beira de um abismo para enxergar tudo de frente, mas não faça isso. Encontramos dois guias pelo caminho que nos disseram que não levam mais os turistas até lá por dois motivos: Primeiro – porque é perigoso e Segundo – porque a vegetação estava sendo prejudicada.  

Nesse local que tem vista direta para a cachoeira do Bujão tinha um grupo na beira do penhasco se arriscando desnecessariamente para conseguir uma foto. O guia que estava com eles – que por sinal perdeu todo o meu respeito – ficava praticamente na beirada do abismo para tirar fotos das pessoas. Eu nem quis olhar muito porque era extremamente possível que desse uma cagada das grandes ali, sujando a reputação da Catarata dos Couros. Resolvemos sair antes de sermos testemunhas disso e espero que você, caro leitor, não seja desses que se arriscam por uma foto.

Eu sei que apreciar um lugar ao vivo é muito melhor do que apenas olhar as imagens, mas nesse caso o melhor que você tem a fazer para matar a sua curiosidade sem correr riscos é assistir ao vídeo que o Felipe Lombardi fez com um drone e postou em seu canal do YouTube. Olha só que maravilha é todo o complexo da Catarata dos Couros. Aos 02 minutos e 07 segundos do vídeo ele começa a mostrar a Cachoeira do Bujão, confira.

Voltando pro estacionamento

Como eu disse um pouco antes, a gente não entrou na Cachoeira de São Vicente. Achamos que a Cachoeira das Muralhas é o melhor lugar para aproveitar as piscinas naturais. Mas a Catarata dos Couros tem muitos lugares para banho e muitas prainhas onde você pode sentar e relaxar durante o dia. Entre a Cachoeira das Muralhas e a de São Vicente existe quase um quilômetro de rio para ser explorado. Nós achamos um canto de sombra na margem do rio e sentamos para saborear nosso maravilhoso “almoço”: bolachas Club Social com água quente sabor plástico.

Catarata dos Couros Chapada dos Veadeiros
Tem quase um quilômetro de rio dos Couros pra você aproveitar além das cachoeiras.

Depois de aproveitar mais um pouco do sol e da água gelada das Cachoeiras resolvemos encarar a subida até a saída. A volta para o estacionamento não é das melhores por um único motivo: Subida!! Toda a alegria e empolgação da chegada vai sumindo aqui, a cada novo degrau que você se obriga a subir. Mas todo o esforço despendido vale a pena pois a Catarata dos Couros é um lugar fantástico que deve fazer parte do seu roteiro pela Chapada dos Veadeiros.

Quando visitar a Catarata dos Couros? Período de Chuvas ou Seca?

A gente sabe que nem sempre é possível escolher quando tirar férias não é mesmo? Nós visitamos a Catarata dos Couros bem no final da época de seca, que vai de Maio a Outubro e realmente o volume de águas estava bem baixo, mas nem por isso posso dizer que o lugar estava feio. Pelo contrário, achei maravilhosamente lindo.

O período da seca é o mais indicado para visitar tanto a Catarata dos Couros quanto a Chapada dos Veadeiros como um todo para que você consiga aproveitar melhor as áreas para banho. Quando os rios estão com uma vazão menor de água é mais seguro entrar nas cachoeiras.

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No período das Chuvas, que vai de Novembro a Abril é muito maior o risco de trombas d’água que podem acontecer de surpresa e são muito perigosas. Mesmo que você esteja num local sem chuva, se começar a chover na nascente do rio o volume de água pode aumentar de uma hora para a outra e causar acidentes.

Olha só a diferença da Catarata dos Couros durante a seca (outubro), quando nós fomos para lá e na época de chuvas (janeiro), quando uma casal de amigos foi.

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Catarata dos Couros Chapada dos Veadeiros

Um abraço e muitas viagens!!!

Informações Práticas – Catarata dos Couros

Como chegar: as estradas não tem nome, então veja nossa explicação lá em cima.
Coordenadas: 14°16’41.1″S 47°45’25.3″W
Horário: não há horário específico, mas não aconselho ir quando estiver escuro.
Entrada: grátis. Se for de carro terá que pagar estacionamento para os guardadores de carro, o valor é espontâneo.
O que levar? Protetor Solar, Boné e um lanchinho pro meio da trilha. O lugar é afastado e existem apenas dois restaurantes por perto.
Melhor lugar para pernoitar: o lugar mais próximo para passar a noite é Alto Paraíso de Goiás.


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