Mais um dia em Brasília, o retorno

Duas semanas de trabalho em Brasília me obrigaram a atualizar os passeios que tinha feito a alguns anos atrás, quando voltávamos de outra viagem (quer sabre da nossa primeira aventura em Brasília, clica aqui). Dessa vez, tive mais tempo na Capital e pude fazer passeios que não tinha conseguido anteriormente. Pra minha sorte, dessa vez o calor também deu uma trégua e foi bem mais agradável andar pela cidade Na verdade andar não é o termo correto, já que a cidade não foi muito projetada para pedestres.

Pra quem não quer ficar gastando com transporte, a melhor opção são as bikes espalhadas pela cidade. Brasília é praticamente toda plana, então você não terá problemas para pedalar de um lado para outro. O mais legal é que você pode usar as bikes de graça, se não for usar por mais de uma hora direto. Mas se precisar, o passe diário custa apenas R$ 3,00 (out/2017). Para usufruir das pedaladas é só baixar o aplicativo +bike e sair por aí pedalando.

Turistar em Brasília é barato

Pra quem quer turistar em Brasília tenho uma boa notícia. A maioria dos pontos turísticos é de graça. Começamos o fim semana subindo novamente na Torre de TV e depois passeamos pela feirinha de artesanato que tem logo atrás dela. Seguimos então para o Museu Nacional. O Museu é aquela forma maluca, que parece um OVNI, e fica ao lado da Catedral. Entrada? Grátis. Preste atenção na estrutura do Museu. Pra variar, fiquei imaginado como foi a construção do lugar e quantas toneladas de concreto foram usadas para fazer aquele teto circular e aquela órbita que fica em volta dele. As exibições eram meio malucas, mas valeu o passeio. Depois passamos na Catedral, que você pode ver nesse post aqui, e encerramos as visitas do dia. Bateu a preguiça e voltamos para o hotel.

A forma diferentona do Museu Nacional
A forma diferentona do Museu Nacional
Por dentro segue a forma de cúpula
Por dentro segue a forma de cúpula
Visitando o Congresso Nacional

Retomamos o passeio no domingo, ótimo dia para conhecer a Praça dos Três Poderes. O bom do domingo é que você poderá visitar tanto o Congresso Nacional quanto o Palácio do Planalto, já que a visitação do Palácio ocorre apenas aos domingos. É preciso agendar pela internet nesse site. O horário de visitação é das 09h30 às 14h. Mas antes de chegar à presidência, passamos pelo Legislativo.

As visitas ao Congresso são menos restritas. Acontecem Segundas, Quintas e Sextas e nos fins de semana e não é necessário agendar. Aconselho que vá aos fins de semana para ter a chance de conhecer os plenários. A Cintia, guia que nos acompanhou, era super simpática e sabia bastante da história e curiosidades do lugar.

Primeira parada, Congresso Nacional
Primeira parada, Congresso Nacional

Começamos pelo Salão Verde, que é o local do burburinho. É ali que políticos, jornalistas, empresários e outra infinidade de pessoas se encontram diariamente. O local é espaçoso e tem um painel lindo do artista Athos Bulcão, chamado ventania. Esse painel não foi previamente previsto por Niemeyer, já que os janelões da sala foram projetados para que dali se tivesse uma visão ampla da Praça dos Três Poderes. Acontece que os “poderosos chefões” do Congresso quiseram montar seus Gabinetes de frente para a Praça. Para que o espaço pensado pelo arquiteto não fosse “bagunçado” pelos políticos, Oscar encomendou um mural ao amigo Athos Bulcão. A vista devia ser linda, mas o painel também tem seu charme.

A porta de entrada para o Congresso Nacional e onde acontece o burburinho de todo dia, Salão Verde
A porta de entrada para o Congresso Nacional e onde acontece o burburinho de todo dia, Salão Verde

É nessa sala também a entrada para o Plenário Ulysses Vieira, mais conhecido como Plenário da Câmara dos Deputados. Me surpreendi ao entrar lá. Quando vemos as votações na TV o lugar parece enorme. Não é. Os 513 deputados ficam todos esmagados uns ao lado dos outros e as bancadas parecem até velhas carteiras de escola.

As "carteiras escolares" do Plenário da Câmara dos Deputados
As “carteiras escolares” do Plenário da Câmara dos Deputados
O Senado Federal e o carpete desenhado

Saindo dali, passamos para o lado do Senado Federal, que tem carpetes azuis. Demos uma espiada rapidamente no Gabinete do Presidente do Senado Federal e seguimos para o Túnel do Tempo. Apesar do nome ele não tem nada a ver com o passado ou com o futuro. O túnel do tempo é uma passagem oval, toda feita em concreto aparente que liga o prédio principal do congresso aos gabinetes dos Senadores. Como tudo que vem de Niemeyer, o túnel é bem futurista.

Direto do Túnel do Tempo, mas esse é do Senado.
Direto do Túnel do Tempo, mas esse é do Senado.

Depois, fomos conhecer o Plenário do Senado. Ele fica bem embaixo da Cúpula Convexa e é muito bonito. Aqui é o cenário da história mais curiosa do Congresso, a famosa bandeira desenhada no carpete. Um servente de limpeza chamado Clodoaldo, em 1998, estava muito feliz com o nascimento do filho e desenhou a bandeira no carpete, com a ajuda de um aspirador de pó. Os senadores gostaram da ideia e pediram que o funcionário repetisse o desenho durante as semanas seguintes. Anos depois a bandeira ganhou a companhia do Congresso Nacional, ao seu lado direito, e da Capital de Brasília, a esquerda. Hoje é um marco do local. O plenário foi o fim da nossa visita. Saímos do Congresso, sob um solzão e seguimos até o Palácio do Planalto.

Repara a Bandeira Nacional no carpete do Senado. Criação do servente Clodoaldo.
Repara a Bandeira Nacional no carpete do Senado. Criação do servente Clodoaldo.
Guia sem graça no Palácio do Planalto

A funcionária que nos guiou pelo Palácio era bem menos interessante que a Cintia do Congresso. Parecia um robozinho que tinha decorado cada palavra. Tudo muito formal. Seguimos pelos salões sem nenhuma curiosidade e sem muita emoção. Me pareceu um lugar muito sem vida, apesar da arquitetura ser muito bonita. A rampa que liga o segundo andar ao Gabinete Presidencial é a coisa mais estranha que eu já subi. Parece que a gente tá meio bêbado, pisando em falso, sem ter bebido nem um golinho sequer. Fiquei pensando nas mulheres de salto subindo aquilo. Coitadas!

Florzinhas do Palácio
Florzinhas do Palácio
Presta atenção nessa rampa. Ela é horrível de subir.
Presta atenção nessa rampa. Ela é horrível de subir.

No último andar fica o gabinete presidencial. Confesso que imaginei algo mais suntuoso, mas nada me chamou muito a atenção. Sem nenhuma explicação da nossa “guia” sobre o gabinete fomos colocados em um elevador e despachados já na saída do Palácio.

O gabinete presidencial. Até que é bem simples né?
O gabinete presidencial. Até que é bem simples né?

Ah!! Uma dica para quem estiver na cidade no primeiro domingo de cada mês: às 10h acontece a troca da bandeira na Praça dos Três Poderes. Nós não sabíamos disso e perdemos a troca, mas quem foi garante que é uma cerimônia legal.

De dentro do Palácio a gente tem essa visão da Praça dos Três Poderes.
De dentro do Palácio a gente tem essa visão da Praça dos Três Poderes.

Pra fechar o dia fomos até o Santuário Dom Bosco. De fora não se tem noção do que te espera lá dentro. Os vitrais predominantemente azuis criam uma atmosfera incrível dentro do Santuário, Além disso, um lustre gigantesco com mais de 2500 kg completa a visão que se tem do altar, junto com o Cristo Crucificado esculpido em apenas 1 tronco de cedro. É incrível!

Lado de fora
Lado de fora
Lado de dentro, quanta diferença
Lado de dentro, quanta diferença

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