Vegas | Bateram no nosso carro

Sabe aquele famoso ditado: “O que acontece em Vegas, fica em Vegas”? Tem coisas que realmente seria melhor nem contar (dá vergonha) mas como a gente tá aqui pra te incentivar a viajar, vamos contar esse episódio inusitado e depois engraçado da nossa passagem por Vegas.

Vegas é uma cidade que não exige o aluguel de um carro. A rua principal, Strip, pode muito bem ser percorrida a pé, o que é uma vantagem porque você não quer ser pego dirigindo bêbado nos Estados Unidos né? Acho que não! Mas como a gente tinha a intenção de ir de Vegas até Los Angeles de carro resolvemos alugar um para o período todo da viagem já que o aluguel por lá não é um absurdo.

Vegas combina com ostentação e pra sentir o gostinho da riqueza a gente alugou um SUV. Quando fomos pegar o carro no aeroporto eu não tinha nem idéia de como o Diego ia dirigir aquele monstro. O carro era enorme! Mas como dizem por aí, a gente se acostuma rápido com coisa boa.

Nosso pequeno carro para passear em Vegas. Época de vacas gordas nas compras de outlet
Nosso carro para passear em Vegas. Época de vacas gordas nas compras de outlet

 

A gente deu umas voltas pela cidade pra reconhecimento do terreno, deu uma passadinha rápida no Walmart para nos abastecer de porcaria e já estávamos voltando para o hotel. Faltava uma quadra e meia quando avistamos uma obra logo a frente. O Diego ligou o pisca alerta para desviar da obra e foi nessa hora que ouvimos um estrondo e o carro deu um solavanco. Whattt??? A Marion foi a primeira a perceber: bateram no nosso carro. Putz! E agora? O Diego abriu a janela e descobrimos que quem tinha batido era um motoqueiro. Ele se apressou em dizer que o carro não tinha estragado e sumiu rapidinho dali. Como tava todo mundo bem e não tínhamos a menor ideia do que fazer em uma situação dessas, seguimos para o hotel. Ele estava a apenas uma quadra e meia de distância mas parecia que não chegava nunca.

É muita “sorte” ter o carro batido justo no primeiro dia de viagem né? Quando vimos o estrago não sabíamos se chorávamos ou se ríamos. Como chorar não ia adiantar a gente não ria, gargalhava. Por sorte foi “apenas” um amassado, a tinta nem chegou a estragar.

O amassado do carro (já depois de nossas várias tentativas de conserto) e a marca da cabeça do cidadão perto do vidro. Aposto que só com essa marca o CSI descobre quem é o cara.
O amassado do carro (já depois de nossas várias tentativas de conserto) e a marca da cabeça do cidadão no vidro. Aposto que só com essa marca o CSI descobre quem é o cara.

O que fazer nessa hora? Eu fui direto ler quais eram as garantias do seguro do carro. Nada muito claro, dizia apenas que cobria leves avarias. Será que aquele “ovo” no porta malas era uma leve avaria? Nossa decisão depois disso foi dar um jeito de arrumar o carro antes da entrega, mas como? Idéias mirabolantes passaram pela nossa cabeça e a melhor delas foi comprar um “carregador de vidro” para tentar puxar a lataria de novo para fora. Partimos para o Walmart para tentar achar o instrumento que nos salvaria e como hoje estou cheia de ditados populares: quem não tem cão caça com gato. Não achamos o tal “carregador de vidro” mas achamos um desentupidor de pia que é quase a mesma coisa né? #sóquenão. Quando voltamos ao hotel fizemos a primeira tentativa e claro que não funcionou. Mas nossas mentes brilhantes ainda pensaram: amanhã deixaremos o carro no sol o dia todo e com a lataria quente provavelmente funcione e… claro que não funcionou de novo.

Nossa próxima tentativa era achar um martelinho de ouro que pudesse nos ajudar. Não vimos nada parecido em Vegas mas achamos um em Los Angeles. Paramos para perguntar o preço. O cara nos pediu 2 dias e U$$ 600.00 para arrumar. Tá maluco?!?! Foi quase isso que pagamos no aluguel, nem pensar. A essa altura do campeonato a gente já tinha meio que desencanado de arrumar o carro, mas passamos na frente de uma casa de ferragens e o Diego quis entrar (e foi difícil tirar ele de lá depois). E não é que lá achamos o tal “carregador de vidro”. Compramos e nem esperamos voltar para o hotel para testar. Usamos ele no estacionamento perto da calçada da fama mesmo. Nossa ideia era boa, tão boa que até conseguimos fazer uma parte da lataria voltar. Bom, pelo menos ficamos com a consciência tranquila, fizemos tudo que podíamos.

Quando voltamos ao aeroporto para devolver o carro avisei o funcionário que foi fazer a vistoria sobre o acontecido. Ele nem me deu muita bola e me mandou preencheu um formulário. Preenchi e esperei pela facada mas ele simplesmente pegou o formulário, não falou nada e não me cobrou nada. Achei que depois cobrariam o valor no meu cartão, mas nunca debitaram. A gente morreu de medo durante a viagem inteira e no final essa batidinha deve ser tão banal que eles nem esquentam a cabeça. Bom, pelo menos a gente teve história pra contar.

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