Uma voltinha por Santiago

A capital do nosso vizinho Chile tem sido invadida por brasileiros nos últimos anos. Os chilenos dizem que nós somos praticamente 80% do total de turistas que vão pra lá todos os anos. Não é pra menos. Santiago é uma cidade lindíssima e muito bem cuidada. Por toda parte é possível encontrar construções e a maioria dos prédios aparenta ser bem novo. É fácil achar bons apartamentos para alugar por lá e por um preço justo.

Várias companhias aéreas levam até Santiago e do aeroporto até o centro são aproximadamente 30 minutos e você irá gastar em torno de CLP 20.000 o que na nossa moeda equivale a mais ou menos R$ 100,00 (dependendo do câmbio, é claro). Nós fomos a primeira vez pra lá em 2012 e voltamos agora em agosto de 2014. Dessa vez sentimos que os preços estão um pouco mais elevados. Não é um absurdo, mas também não vá esperando gastar tão pouco. Uma refeição em restaurante (sem ser fast food) vai custar em média CLP 15.000 a CLP 25.000 para duas pessoas. E se você quiser experimentar a famosa Centolla no mercado municipal se prepare para desembolsar por volta de  CLP 100.000.

Mas você não vai viajar pra se preocupar com dinheiro e sim com o que o lugar tem pra te oferecer e Santiago tem belos lugares para ver. Para conhecer a cidade do alto você pode escolher entre o Cerro San Cristóbal, o Cerro Santa Lucia, ou ir nos dois. O Cerro San Cristóbal fica no bairro Bellavista. Para subir até o topo você pode pegar um funicular, ir de carro (até o meio do caminho apenas) ou ir a pé ( se tiver disposição). Na primeira parada do funicular há um zoológico, mas a atração principal é o topo. Apesar da poluição de Santiago e do medinho que dá subir naquele velho funicular a vista compensa. A cordilheira como pano de fundo da cidade deixa tudo ainda mais bonito. Lá do alto a imagem da Imaculada Conceição abençoa Santiago.

Funicular do Cerro San Cristóbal Vista de cima do Cerro San CristóbalImaculada Conceição no topo do Cerro San Cristóbal

Aos pés do Cerro fica uma das casas do escritor Pablo Neruda que viraram museu. A La Chascona, que significa descabelada, recria os ambientes onde Pablo viveu com Matilde, uma de suas esposas. Fique atento se quiser visitar pois fecha as segundas.

Outro lugar que pode te dar uma visão panorâmica é o Cerro Santa Lucía. Mais no centro da cidade essa visita pode ser combinada com vários outros pontos próximos. Aqui nada de funicular pra te levar ao topo. Coloque as pernas pra funcionar primeiro nas rampas e depois na escada “quase sem fim” que te leva ao ponto mais alto. Pare na Terraza Neptuno que é uma fonte de água na entrada principal e também na praça que fica a meio caminho do mirante mais alto. Explorando o Cerro você vai encontrar o registro em pedra de que Darwin (aquele mesmo da Seleção Natural que você estudou em biologia) passou por ali em 1800 e alguma coisa. Importante não?

Terraza Neptuno Escadas intermináveis no Cerro Santa Lucia Vista de cima do Cerro Santa Lucia

Depois de sair do Cerro se tiver disposição de caminhar você poderá “matar” vários pontos turísticos em um gostoso passeio. Você pode seguir a direita saindo pelo portão principal e logo chegará a Biblioteca Nacional, um suntuoso e bonito prédio antigo. Um pouco mais a frente , do lado esquerdo, fica a Igreja e o museu de San Francisco (construção mais antiga de Santiago) e logo atrás o charmoso bairro Paris-Londres. Voltando a avenida principal (Bernardo O’Higgins) siga a gigantesca bandeira chilena para chegar na Praça da Cidadania atrás do Palácio de La Moneda, sede do governo chileno. Se quiser você poderá conhecer o interior do palácio, mas é preciso reservar o tour por e-mail (visitas@presidencia.cl ) com pelo menos 1 semana de antecedência. Conheça também a Praça da Constituição que fica na parte frontal do Palácio. Você pode rodar pelas ruas próximas pois tem várias construções bonitas, mas minha sugestão é voltar algumas quadras até o Paseo Ahumada que é uma rua apenas para pedestres e seguir por ela até a Praça da Armas. Não deixe de entrar na Catedral pois é muito bonita. Há uma escultura de Pedro de Valdivia, fundador da cidade, o Museu Nacional de História Chilena e a sede dos correios.

Catedral na Praça das Armas

Nessa hora a fome já deve estar batendo e o Mercado Central fica a apenas 3 quadras dali. A estrutura metálica do mercado foi projetada por Gustave Eiffel, o mesmo da torre Eiffel. Como não sou muito chegada em peixe achei o mercado bem sujo e fedido, além de ter muitos gatos. Dentro dele há vários restaurantes que servem frutos do mar, mas são bem caros. Se quiser experimentar um prato típico do Chile sem gastar muito recorra as empanadas da Zunino. Esse empório fica na esquina das ruas San Pablo e Puente e as empanadas são deliciosas. O lugar sempre está lotado de chilenos, o que é um bom sinal. Uma empanada que vale experimentar é a de Pino feita de carne, cebola, ovo e uma azeitona (com caroço e tudo).

Fachada do Mercado Central Corredor lateral do mercado central Barracas com peixe no mercado centralPlaca com os preços da empanadas no Empório Zunino Recheio da Empanada de Pino

 

 

 

 

 

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