As encantadoras vilas de Portugal

No último post falamos um pouco das belas praias que estão espalhadas por toda a costa portuguesa e hoje vamos mostrar um pouco as encantadoras vilas que encontramos no país. Há muitas vilas em Portugal que ainda vivem num ritmo de antigamente com casas simples e charmosas e sem a presença de carros. Visitamos poucas delas mas posso garantir que foram alguns dos lugares que mais gostei no país.

A primeira vila que visitamos foi a famosa Óbidos. Ela fica bem próxima de Lisboa e talvez seja por isso que está sempre abarrotada de turistas. Depois de passar o portão de entrada, construído em 1380 parece que entramos em outra época. A vila é totalmente cercada por uma muralha e se quiser você pode circundar Óbidos inteira subindo nelas. Eu não sou uma pessoa que tem medo de altura (pelo menos achava isso) mas me deu uma agonia tão grande em cima da muralha que não tivemos coragem de passear por ela. Nós fomos até uma das torres e resolvemos voltar. O espaço para caminhar é bem estreito e quando tem alguém vindo na direção contrária alguém terá que se espremer contra as pedras e a outra pessoa terá que passar ainda mais perto do “penhasco”. Apesar desse clima arquitetônico totalmente medieval, Óbidos é cheia de turistas e consequentemente cheia de lojas para turistas. Não vou dizer que não gosto de comprar algumas coisas nas viagens e também não posso dizer que sou contra turistas, já que somos turistas também, mas alguma coisa me incomodou ali.
Talvez tenha sido a quantidade de gente na rua principal que leva até a igreja de Santa Maria e ao Castelo que hoje é uma pousada. Ou foi a fome, já que chegamos lá depois da hora do almoço e ainda não tínhamos comido nada. Isso foi satisfatoriamente resolvido num lugar chamado a Capinha de Óbidos, que fica bem em frente ao Pelourinho. Sentimos um cheiro bom e passando pela frente observamos uma mulher fazendo uns pãezinhos ali no salão, na frente de todo mundo. A curiosidade juntou com a fome e pedimos dois pães com chouriço, assados em forno a lenha. Simplesmente deliciosos!!!! Dica: coma lá, quentinho. Levamos um pra casa e ficou borrachudo. Depois disso faltava só provar a tal da ginginha de Óbidos no copinho de chocolate. Eu fui a cobaia, o Diego não quis experimentar e aproveitou a “desculpa” que tava dirigindo. Não sou parâmetro para julgar a bebida já que não sou muito fã de coisas doces, mas pra quem gosta de licor deve ser uma delícia.

Portão de acesso a Óbidos construído em 1380
Portão de acesso a Óbidos construído em 1380
Em cima da muralha
A gente até chegou aí pra tirar foto mas não quis contornar toda a cidade pelas muralhas
Muralhas em volta de Óbidos
Você pode contornar a cidade inteira andando pelas muralhas
Momento em que a rua principal não estava tão abarrotada de gente e o personagem principal foi essa árvore florida
Momento em que a rua principal não estava tão abarrotada de gente e o personagem principal foi essa árvore florida
O pelourinho e a Igreja Matriz
O pelourinho e a Igreja Matriz
O castelo de Óbidos hoje é uma pousada e só podemos admirar sua bela construção em pedra
O castelo de Óbidos hoje é uma pousada e só podemos admirar sua bela construção em pedra
Lugar pra comer bem em Óbidos
Lugar pra comer bem em Óbidos
Pão com chouriço delicioso em Óbidos
Pão com chouriço delicioso em Óbidos

Nos arredores de Évora ficam dois outros lugares que visitamos, Monsaraz e Estremoz. Monsaraz é encantadora. É bem ao estilo de Óbidos mas totalmente silenciosa e deserta. O guia Lonely Planet já tinha nos alertado que seria assim e que provavelmente veríamos os velhos moradores sentados em pequenas rodas jogando conversa fora. Dito e feito, já na entrada das muralhas nos deparamos com um grupo de senhores que tava ali, olhando pro nada e vendo a vida passar. Como em Óbidos, há uma rua principal onde ficam a igreja e o castelo. O Castelo de Monsaraz é muito menor mas foi mais interessante pois pudemos ver as torres externas, um anfiteatro e também as baias onde eram guardados os animais. Infelizmente chegamos um pouco tarde e todos os museus estavam fechando então nos contentamos em andar pelas ruelas apreciando cada detalhe. Se estiver por lá vá até o centro de informações turísticas e bate um papo com a funcionária de lá, infelizmente não perguntamos o nome dela mas ela nos passou várias informações sobre o concelho de Monsaraz.

Quem curte vinho pode visitar também os Reguengos de Monsaraz pois há vinícolas que, segundo eles, fazem os melhores vinhos da região do Alentejo. A outra vila, Estremoz, não é um lugar que indico a visita. O castelo e a igreja estavam fechados quando fomos, mesmo sendo no meio da tarde, e fora isso não tinha muito o que ver. O local é um renomado centro de produção de mármore e até as ruas são feitas de paralelepípedos de mármore bruto. Parece que há um mercado na praça central aos sábados com quitutes e artesanato, mas não tivemos a chance de conhecer.

Vista da entrada da vila de Monsaraz. Lá ao fundo já é a Espanha
Vista da entrada da vila de Monsaraz. Lá ao fundo já é a Espanha
Monsaraz vista do casteloMonsaraz vista do castelo
Monsaraz vista do castelo
Arena de Monsaraz toda em pedra
Quantos espetáculos ou lutas devem ter passado por aqui??
A praça principal de Monsaraz, vazia e silenciosa
A praça principal de Monsaraz, vazia e silenciosa
Uma porta fofa numa vila fofa
Uma porta fofa numa vila fofa
Morador ilustre e preguiçoso de Monsaraz
Morador ilustre e preguiçoso de Monsaraz
Adoramos andar por entre as ruas quase vazias
Adoramos andar por entre as ruas quase vazias

Para fechar a lista de vilas, fomos até a região da Serra de Estrela conhecer Piódão. Quando nos aproximamos, de cima da colina, tem-se a impressão de que são casas de boneca ou como eles gostam de dizer, que assemelha-se a um presépio. As casas são de pedras irregulares de xisto e suas portas e janelas são pintadas de azul. A semelhança de todas as casas dá um destaque especial a Igreja Matriz, com sua cor branca e formas arredondadas. Em 1978 a povoação foi classificada como imóvel de interesse público, mas data de 1527 a primeira vez que Piódão apareceu no rescenceamento populacional com apenas 2 habitantes. Para deixar Piódão um pouco mais interessante do que já é, diz-se que o assassino de Inês de Castro que conseguiu fugir, Diogo Lopes Pacheco, buscou refugio nesta vila e assim conseguiu escapar da vingança de D. Pedro. Se não conhece a história de Pedro e Inês de castro leia nesse post.

Piódão, a vila presépio
Piódão, a vila presépio

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Passando pelos arredores de Piódão encontramos muitas casas construídas no fundo de vale. Fico imaginando como a locomoção dessas pessoas é difícil.
Passando pelos arredores de Piódão encontramos muitas casas construídas no fundo de vale. Fico imaginando como a locomoção dessas pessoas é difícil.
A igrejinha branca se destaca das casas de xisto ao fundo
A igrejinha branca se destaca das casas de xisto ao fundo
O restaurante mais disputado de Piódão, A Fontinha. Não conseguimos uma mesa mas o cheiro estava ótimo.
O restaurante mais disputado de Piódão, A Fontinha. Não conseguimos uma mesa mas o cheiro estava ótimo.

Gostou de conhecer um pouco dessas vilas? Conhece alguma outra que seja interessante? Conta pra gente.

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