Joanesburgo e a chegada mais tensa de todas

Mesmo antes de chegar em Joburg, como os locais chamam Joanesburgo, já tinha ouvido falar mal da cidade. Estávamos no Bungee Jump da Bloukrans Bridge quando encontramos uns uruguaios que tinham acabado de passar por lá. Eles nos contaram que foram roubados na cidade, e o pior, pelos policiais.

Manchete de Jornal no aeroporto

Ficamos meio cabreiros na chegada e pra piorar o jornal que estava no estande da locadora de carros trazia a seguinte manchete: Horror no Uber!!! Um casal de turistas saindo do aeroporto de Uber foi seguido e assaltado no meio do caminho. Levaram tuuuuudo! Pensem na tensão que a gente tava sentindo em sair dirigindo um carro de locadora com uma barraca em cima, denunciando de longe que éramos turistas. Mas não tinha outro jeito, não dava pra simplesmente desistir. A gente teve que encarar.
Tava tudo indo muito bem quando, faltando pouco mais de 2 km pra chegar no nosso Airbnb, a gente se depara com uma blitz logo à frente. Na hora pensei nos uruguaios e no que eles disseram sobre a polícia. Gelamos! Por sorte passamos sem que nos parassem. Foi um alívio.

Carro grande = não cabe na garagem

Joburg ainda nos aguardava com mais emoções. Quando chegamos na casa onde passaríamos a noite descobrimos que o carro não entrava na garagem pois era muito alto. Será que deixar o carro na rua era seguro? Os nossos anfitriões não estavam em casa e tive que falar com eles por telefone. A pior coisa do mundo é conversar com alguém no telefone em outra língua. Eu não tinha certeza se tinha entendido o que ele tinha falado e nem se eu tinha feito ele me entender. Vendo que aquilo ali ia render uma bela confusão resolvemos esperar eles chegarem para conversarmos pessoalmente. Nesse tempo fomos até o shopping comer alguma coisa e fazer compras pro dia seguinte.

Surpresinha na pizza “três queijos”

Pedimos uma pizza três queijos pra matar a fome, que era grande, e depois do primeira mordida com gosto descobrimos que os tomatinhos da pizza não eram tomates e sim pimenta. Pimenta das mais ardidas que comi na vida. Não sei se pizza 4 queijos de lá é assim mesmo ou quiseram tirar uma com a nossa cara. A gente fez uma “cirurgia” na pizza retirando todos os pedaços de pimenta intrusos, mas mesmo assim quando acabamos de comer os beiços estavam assados e amortecidos.
Partimos para as compras pois no dia seguinte sairíamos cedo para o Kruger National Park para acampar por 4 dias. Para surpresa do Diego os supermercados da África do Sul vendem vinhos, mas não cerveja ou qualquer outro tipo de bebida alcoólica. Depois de toda a tensão do dia nem ia rolar uma cervejinha pra relaxar.
Voltamos pro carro com as compras e descobrimos que os faróis tinham ficados acesos. Mais momentos de tensão na hora de dar a partida, torcendo para que a bateria não tivesse acabado. Por sorte não foi dessa vez.

Os anfitriões mais gente boa de Joanesburgo

Voltamos para casa e pra nossa alegria o Dirk e o Braam estavam lá e nos deram a melhor solução possível para guardar o carro. Nos levaram até um centro comercial que tem estacionamento 24h é monitorado. No outro dia o Braam ainda nos deu uma carona às 6h da manhã até o estacionamento pra que pudéssemos resgatar a caminhonete. Por incrível que pareça isso tudo nos custou apenas 9 rands, algo como R$ 2,20 por uma noite inteira no estacionamento.
No fim, as nossas expectativas com Johanesburgo não se tornaram realidade. Ainda bem que apesar de todos os percalços encontramos pessoas boas para nos ajudar. Depois do Kruger voltamos para Joburg, mas isso fica pra um próximo post.

 

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